Jovens universitários e o uso de remédios controlados

A utilização de remédios controlados, anfetaminas e produtos com adição de cafeína é um hábito dos estudantes que desejam passar mais tempo acordados a fim de colocar os estudos em dia. No entanto, o crescimento no número de acadêmicos fazendo uso desse tipo de medicamento é alarmante.

Ultimamente, temos ouvido falar de alguns casos em que estudantes se sentem mal e vão parar nos hospitais com taquicardia, intoxicação, falta de ar, entre outros sintomas. E essas reações têm sido causadas, na maioria das vezes, pelo uso abusivo de medicamentos que podem provocar muitos danos a saúde.

A moda de utilizar o medicamento para fazer uma semana de estudo virar um dia, começou nos Estados Unidos e migrou para o Brasil, tornando-se um item cada vez mais comum na rotina de vestibulandos e universitários. Sendo que em 2009, o Brasil se tornou o segundo maior consumidor dessas drogas.

A ritalina, por exemplo, é uma forte substância do grupo de psicoestimulantes e age no sistema nervoso central, provocando o aumento expressivo da transmissão de impulsos nervosos. Indicada no tratamento de transtorno do déficit de atenção, hiperatividade, em caso de doenças do sono como narcolepsia e hipersonia idiopática, o medicamento é usado como parte de um programa de tratamento que inclui medidas psicológicas, educacionais e sociais.

O uso desmedido desse tipo de medicamento é bastante questionado, já que o controle sobre sua venda é, ou ao menos deveria ser, bastante rigorosa, visto a obrigatoriedade de apresentação da receita médica para a comercialização.

A maior preocupação é que os jovens utilizam a Ritalina pela sensação de euforia, maior concentração e diminuição do sono, esquecendo-se das sérias consequências de ingerir este medicamento de forma indevida. Os efeitos colaterais mais frequentes são dor de cabeça, insônia, irritabilidade, anorexia, náusea e vômitos. Além dos riscos de taquicardia (inclusive por pacientes que utilizam o medicamento sob prescrição médica). O produto causa dependência física e psicológica e quando utilizado por longos períodos e em doses excessivas, pode levar à morte de neurônios, ao desenvolvimento de comportamentos estereotipados e ao surgimento de distúrbios do sono.

No caso de estudantes que acabaram de sair do ensino médio, é preciso muita orientação, pois a mudança pela qual eles passam é muito grande. Muitos vão morar sozinhos em cidades desconhecidas, sem nenhum tipo de preparação para encarar as novas responsabilidades que uma faculdade exige, e acabam lançando mão de alternativas nada saudáveis para acompanhar o ritmo intenso e novo que sua vida tomou.

É preciso entender que todos passam por problemas nos estudos, sempre existe uma matéria em que temos maior dificuldade. A saída real e saudável é se organizar, levar “a coisa” a sério para passar nos exames sem ter que recorrer a esse tipo de medicamento. Muito importante ter em mente que o ser humano tem limites, e que quando extrapolamos esses limites podemos pagar um preço muito alto.

Palpitação e Arritmia

Normalmente, não sentimos nosso coração bater. E quando passamos a perceber os batimentos cardíacos, significa que estamos com palpitação. Esses batimentos podem ser rápidos, ou irregulares, e podem acontecer tanto em repouso quanto durante a realização das atividades diárias.

Segundo o cardiologista do Hospital Escola, Dr. Rafael Moura de Almeida, as palpitações cardíacas são sintomas freqüentes da população e a maioria delas é caracterizada como palpitações fisiológicas, ou seja, desencadeadas por um estímulo normal do organismo. “As palpitações podem ocorrer por causas fisiológicas, no caso da prática de exercícios físicos ou quando fazemos algum esforço grande, de forma que é possível sentir o coração batendo mais acelerado. Porém, isso é normal, pois durante o exercício físico é comum que o coração acelere”, relata Dr. Rafael.

De acordo com o médico a ingestão de estimulantes como café, refrigerante, energético, abuso de bebida alcoólica e problemas para dormir são possíveis causas de palpitação. E no caso das mulheres, o hiper tireoidismo também pode causar o mal. As palpitações podem ser causadas também, por arritmias cardíacas, doenças cardíacas não-arrítmicas, emoções (medo, estresse), causas psiquiátricas, entre diversos outros fatores.

Tendo como sintoma a palpitação, a arritmia cardíaca é o nome dado a qualquer alteração na condução do estímulo do coração que não é enviado pelo nódulo sinusal (grupo de células que regulam os batimentos). A principal queixa de um paciente com arritmia são as palpitações, porém, como existem diversas causas de arritmia, é preciso que um médico analise se é uma palpitação fisiológica ou uma arritmia mais complexa. “A porcentagem de pacientes com arritmia mais complicada é a minoria. Geralmente engloba pessoas que já tiveram alguma complicação cardíaca como infarto, coração grande, coração fraco, que são os pacientes no grupo de risco. Esses devem procurar o médico imediatamente ao sentir a palpitação. Caso contrário, não se encaixa no grupo de risco, mas também é necessário procurar o profissional para certificação, pois cada arritmia possui um tratamento diferente”, disse Rafael Almeida.

Em geral, quando se trata de sintomas do coração, deve-se sempre ter hábitos de vida saudáveis como dormir bem; fazer exercício físico regular; manter um peso adequado; dieta adequada; evitar o abuso de bebidas estimulantes como café, refrigerante, bebida alcoólica; e tomar medidas de controle do estresse, como aumentar o tempo de lazer e de atividades que promovam o relaxamento. De modo geral, se você sente uma palpitação deve procurar um médico para que ele analise as características.

Beleza e Saúde

Você se cuida pensando em padrões ou na qualidade de vida?

O culto a beleza tomou conta de comerciais, programas de TV´s, revistas e até mesmo de determinados tipos de profissão. E a pergunta que surge é: Essas pessoas estão preocupadas simplesmente com a beleza ou também se cuidam para melhorar sua qualidade de vida?

Hoje em dia existem diversos programas onde os participantes se submetem a cirurgias plásticas e transformam sua aparência de maneira radical. Programas de emagrecimento, onde se paga qualquer preço para perder os quilos desejados, ainda que este preço seja a própria saúde.

Vivemos numa busca desregrada por um “padrão”, ainda que isso nos custe qualidade de vida, ansiedade, tristeza e doenças, e em alguns casos, à própria vida.

Todos concordamos que é ótimo estarmos em dia com o nosso corpo, nos sentirmos em paz com a balança, olharmos no espelho e ficarmos satisfeitos com nossa pele e aparência em geral. Mas a que preço?

No próprio mundo das celebridades e modelos, altas e magérrimas, o idealizado padrão de beleza é controverso. Certa vez foi realizada pesquisa com 140 modelos, e o resultado foi que todas estavam insatisfeitas com a sua aparência e queriam emagrecer pelo menos 3 kg. Em outro teste, perguntavam se elas se achavam bonitas, e a resposta da maioria foi “zero” nesse quesito.

A partir desta constatação, fazemos uma pergunta: Se mulheres às quais daríamos 10 acham que não estão nem perto do tal padrão de beleza, onde nós mulheres normais nos encaixamos?

É necessário entender, que cada um possui o seu padrão, tipo de corpo, cabelo e que a constante busca por respeitar “padrões”, gera infelicidade e causa problemas desnecessários, que poderiam ser evitados somente por nos aceitarmos do jeito que somos.

Estar bonita é importante, mas estar bem de saúde importa muito mais. Procure avaliar suas metas e se não estiver satisfeita mesmo assim, não faça transformações radicais. Viva de forma saudável e consulte seu médico sempre precisar.

Hospital Escola cuidando da saúde da sua família!

CAPP

O CESVA/FAA através do Núcleo de Apoio Pedagógico e Inclusão – NAPI – desenvolve sua política de atendimento, acessibilidade e permanência de alunos com necessidades educativas especiais, a fim de assegurar às pessoas com deficiência as condições básicas de acesso ao ensino superior. Um trabalho de responsabilidade social que conta com a parceria do CAPP (Centro de Apoio Pedagógico e Psicológico), para iniciar o processo de adaptação do estudante.

O CAPP, criado em setembro de 2007, visa dar suporte e orientação pedagógica e psicológica aos alunos da Instituição, de forma individual ou coletiva, de acordo com o caso, de modo imparcial e ético. O atendimento ao aluno de graduação norteia seu desenvolvimento e planejamento de carreira, sua adaptação ao ensino superior, suas dificuldades de aprendizagem, bem como, questões afetivas e sociais, como a distância do núcleo familiar, a falta de atividades fora da faculdade, entre outros problemas, que afetam a vida do estudante.

De acordo com a professora Regina Petrillo, Coordenadora de Ensino do CESVA, o serviço é de extrema importância para os acadêmicos da Instituição, para o aproveitamento e qualidade de seus estudos. “Somos uma Instituição de ensino que está trabalhando com afinco e seriedade para, da melhor forma possível, atender às demandas psicológicas e pedagógicas de nossos alunos. Através do CAPP, a instituição, vem dando suporte psicológico e pedagógico aos estudantes de todos os cursos do CESVA. Estamos, cada vez mais, procurando proceder a ações de capacitação que no ajudem a lidar com os problemas a serem enfrentados pelo CAPP, bem como, fornecer atendimento através de profissionais preparados para as demandas e necessidades apresentadas.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, fazendo com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para fazer o sangue fluir nos vasos sanguíneo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Internacional de Hipertensão, são considerados normotensos (com pressão arterial normal) todos os indivíduos adultos com uma pressão arterial de 140/90 mmHg.Exceto o adulto com mais de 74 anos, onde o limite aceito é de 150/90 mmHg.

A incidência de hipertensão e a sua prevalência aumentam com o envelhecimento da população. No Brasil temos 200 milhões de habitantes, sendo que 60 milhões têm pressão alta. No caso da população maior de 50 anos, o número de pacientes com hipertensão chega a 50%. Quanto maior a idade, maior o risco do paciente se tornar hipertenso.

Segundo o Cardiologista do Hospital Escola do CESVA / FAA, Dr. Rafael Almeida, a hipertensão arterial caracteriza-se quando a pressão que faz o sangue fluir está elevada de forma mantida. “O grande problema é que na maioria das vezes é uma doença assintomática, ou seja, o paciente não sente nada. E se esse paciente ficar mais de dez anos sem se tratar, ele pode ter conseqüências sérias, já que a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral, doença carotídea, enfarte agudo do miocárdio, aneurisma arterial, cegueira, além de ser uma das causas de insuficiência renal e insuficiência cardíaca”, disse Dr.Rafael.

Cerca de 95% dos casos de hipertensão arterial são considerados uma hipertensão primária, ou seja, não tem uma causa definida. Enquanto 5% dos casos possuem causa e podem ser identificados e tratados. De acordo com Dr. Rafael, a melhor forma de prevenir a enfermidade é a visita regular ao médico. “A conscientização de que devemos ir ao médico mesmo sem estar com problema, é sempre necessária, para receber orientações sobre medidas de promoção da saúde e para o rastreio preventivo de doenças. A procura pelo profissional deve ser feita a partir dos 20 anos de idade, ao menos uma vez por ano, para fazer a aferição da pressão arterial”, explica o cardiologista.

É importante saber que essa doença não possui cura, somente controle. Dessa forma, uma pessoa com hipertensão deve fazer uso de medicamentos diariamente, e de maneira nenhuma deve suspender a medicação sem orientação médica, visto que o remédio de pressão é utilizado para prevenir complicações em longo prazo.

Outro ponto importante é que uma pessoa pode ter um episódio de pressão alta e não ser considerado hipertenso. “Pode acontecer um episódio pontual em um momento de estresse ou esforço, causando um pico hipertensivo. Por exemplo, se uma pessoa joga futebol e afere a pressão  logo após, é normal que ela esteja aumentada, pois neste caso essa é a resposta do organismo ao esforço feito. Assim, se após o repouso a pressão normalizou, essa pessoa não é considerada hipertensa”, ressalta Dr. Rafael.

Para o diagnóstico da doença, é necessário que seja feita a aferição da pressão em pelo menos duas ocasiões, devendo haver uma condição controlada e padronizada dessa aferição, para que o médico considere que a pressão está elevada. E para que os valores sejam fiáveis, deve-se fazer a medida após um período de repouso de 5 a 10 minutos num ambiente calmo, em um momento em que o paciente não tenha praticado exercício físico, não tenha fumado, esteja sem estresse, com a bexiga vazia e não tenha se alimentado.

Para prevenir a doença, deve-se manter um peso adequado; evitar alimentação com muito sal; evitar frituras; aumentar a ingestão de frutas, legumes e verduras, assim como a ingestão de alimentos grelhados; evitar o abuso de bebidas alcoólicas (fator de risco para hipertensão); e praticar exercícios físicos regulares.

Curso “Teoria e Prática do Tribunal do Júri”

O Curso de Direito do CESVA/FAA promove, de 18 de agosto a 10 de novembro, o curso “Teoria e Prática do Tribunal do Júri”, com o professor Camilo Bazzarella. O curso é gratuito e acontece das 17 às 18:45 horas, no bloco A do campus 1 do CESVA. As inscrições devem ser feitas no Núcleo de Prática Jurídica até o dia 17 de agosto.

Política de inclusão do CESVA/FAA aponta caminho profissional promissor para aluna de Medicina Veterinária

A política de atendimento, acessibilidade e permanência de alunos com necessidades educativas especiais do NAPI/CESVA já é uma realidade e consolida o papel de Responsabilidade Social da Instituição. Além do dever de assegurar a todos as condições básicas de acesso ao ensino superior e o cumprimento da legislação brasileira, a Instituição se preocupa e mobiliza esforços também no sentido de apresentar, mais do que opções, caminhos reais e viáveis de formação continuada e inserção no Mercado de Trabalho para esses alunos. Nesse sentido, a Instituição patrocinou a vinda de um professor especialista em Acupuntura Veterinária, com o objetivo de apresentar esse caminho de formação profissional para aluna da FMVV, Paula Mussalém, que possui baixa visão. A idéia partiu dos docentes do curso, a partir do contato com o problema da aluna em sala de aula.  “Pensamos num caminho para que ela não somente se forme, mas que possa exercer a profissão de fato. Lembramos da acupuntura, porque trabalha com outros sentidos, principalmente o tato. Através de uma indicação, chegamos ao professor Rodrigo Fagundes, que prontamente se dispôs a vir à Valença e apresentar as bases da acupuntura veterinária para aluna. Trata-se de um médico veterinário e profissional de ponta na área, com especialização nos Estados Unidos. Ministra aula em universidades sobre o assunto e trabalha em clínica especializada em Brasília”, explica a professora Lilian Batista.

“A acupuntura Japonesa foi uma profissão durante muitos anos de pessoas com deficiência visual. Até hoje, no Japão, cerca de 40% dos profissionais da área são totalmente cegas. Quando a professora entrou em contato comigo eu achei perfeito, porque a acupuntura que eu estudo é essa, para pessoas desenvolverem a sensibilidade do tato. A pessoa não precisa da visão para praticar. Se realmente ela se interessar, existe total condição de trabalhar com acupuntura. Com paciência e vontade de aprender ela vai dar um show como profissional. Eu uso muito o tato no atendimento, e ela provavelmente desenvolverá isso muito melhor do que eu. Achei uma iniciativa muito bacana da Instituição”.

 “Sou apaixonada pela área de medicina veterinária, mas tinha medo de talvez não poder exercer a profissão, apesar de estar na faculdade. Nunca tive contato com essa área e, portanto, não imaginava a acupuntura do jeito que é,  uma técnica de tantos resultados. Me interessei bastante. Se encaixa no meu jeito pensar e de viver. Sou muito grata a Instituição pelo interesse e empenho em me ajudar a conhecer  um caminho tão bacana e que tanto tem a ver comigo”, declara Paula.